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O Mundo dos Queijos

Um mundo derretido ou fresco, inteiro ou as fatias suíço, francês ou até português. À entrada, como sobremesa ou até mesmo no prato principal. Neste mundo, come-se de tudo!

O Mundo dos Queijos

Um mundo derretido ou fresco, inteiro ou as fatias suíço, francês ou até português. À entrada, como sobremesa ou até mesmo no prato principal. Neste mundo, come-se de tudo!

A II parte da lua-de-mel parte II

por omundodosqueijos, em 08.08.17

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aqui vos comecei a falar da segunda parte da lua de mel, que é como quem diz, a segunda de três semanas de verdadeiro sonho. 

Tínhamos deixado a semana de citybreak e estávamos nós na semana de dolce-faire-niente. Há certamente muitas praias e destinos exóticos na Austrália (um dos quais fizemos questão de conhecer mais de perto), mas esta segunda semana tinha como principal objetivo, uma visita à maior barreira de corais do mundo. 

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Já tínhamos feito snorkeling para ver corais, na Tailândia. Foi giro e tal, mas nada mais do que isso mesmo. Giro. Mas no que respeita à maior barreira de corais, tudo o que líamos sobre o assunto era absurdamente fantástico, tínhamos expectativas elevadas, mas não passava disso mesmo. Expectativas elevadas. 

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No último dia em Port Douglas, apanhamos o barco bem cedinho rumo à dita barreira. Foram mais ou menos 3 horas de viagem (o barco era grande e confortável) a viagem foi engraçada, a comida (à boa maneira australiana) era simplesmente deliciosa e saboreava-se o carinho e amor com que era feita. O mar até ao destino era de um azul transparente sem igual e a multi-nacionalidade dos quase 80 passageiros do barco, tornou as conversas e a viagem propriamente dita simplesmente espectacular. Diria que só pelo passeio do barco, o dia já teria sido fantástico.

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Esta viagem tinha como destino, três zonas dos mais de 300 km quadrados que formam a maior barreira de corais. Tivemos pelo caminho algumas formações, sobre o que e como iríamos encontrar, sobre o que se diz sobre a própria da barreira, enfim, uma aula de National Geografics, em pleno bordo. 

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Durante as primeiras três horas de viagem, tivemos noções essenciais de mergulho e snorkeling, tivemos aulas de como ver e estar face à própria da barreira e toda uma vida que a compõem e eu sentia-me plena e consciente dos meus deveres e obrigações. Juro que entendi em bom inglês as noções essenciais. Foi então que chegamos. Chegamos ao primeiro ponto. Foi-nos feito ainda de dentro do barco uma delimitação da zona por onde poderíamos "nadar" e deram-nos alguns conselhos. Já todos equipados, descemos até a água e com ajuda de uma corda, fomos nadando e caminhando (depois de nos afastarmos um pouco do barco, começamos a ter pé). Até que alguém da tripulação gritou o OK. Estávamos já em zona de olhar para as profundezas (muito pequenas neste caso). Colocamos às mascaras e numa ansiedade que não cabia em nós, lá mergulhamos. E rapidamente voltamos à superfície. Aqueles segundos de meter a cabeça dentro de água e olhar a vida que por lá se passava pareceram verdadeira ficção. Se de cima, via um azul estupendo e umas zonas mais escuras (que seriam dos corais), lá de baixo eu vi uma imensidão de cores. Cores vivas. Amarelos, verdes, azuis, lilases, rosas, toda uma palete de cores que não conseguiria descrever nem se uma vida inteira tivesse para isso. Voltei a mergulhar rapidamente e mesmo contra todas as indicações que tinha entendido e recebido, senti a necessidade de tocar. Toquei para ver se toda aquela cor que via, era mesmo real. Se não eram LCDs colocados debaixo de água que me permitiram ver com uma nitidez sem igual tamanha vida. Vi corais fluorescentes (sim, debaixo de água, vi cores fluorescentes), vi tartarugas, ouriços do mar, NEMOS reais, vi peixes transparentes, vi estrelas do mar vivas, vi tanta coisa que seria impossível descrever em detalhe. Se foi a coisa mais bonita que vi até hoje? Sem sombra de dúvida. Tenho ainda presente e tão nítido todas aquelas cores, toda aquela vida. Não há fotografia no mundo, vídeo de alta resolução que consiga descrever com tamanha exactidão o que eu consegui ver e viver. 

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O bom mesmo foi que esta paragem de sensivelmente uma hora repetiu-se por mais duas vezes e por três vezes eu tive a oportunidade talvez única de ver algo sem comparação. Uma vida que nem mil oceanários de Lisboa conseguem chegar aos calcanhares. Sim, o Oceanário de Lisboa é giro e tal. Mas quando comparado com a realidade da maior barreira de corais, eu digo-vos: é uma ficção barata. 

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Eu fui feliz aqui. 

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