Um mundo derretido ou fresco, inteiro ou as fatias suíço, francês ou até português. À entrada, como sobremesa ou até mesmo no prato principal. Neste mundo, come-se de tudo!
Um mundo derretido ou fresco, inteiro ou as fatias suíço, francês ou até português. À entrada, como sobremesa ou até mesmo no prato principal. Neste mundo, come-se de tudo!
As melhores praias até podem ser portugueses, como muitos dizem, mas ser só gira não interessa, precisam de ser funcionais. E praia que é praia é para estar dentro de água. Alguém normal consegue estar dentro de uma qualquer praia portuguesa mais do que 5 minutos sem congelar? A temperatura da água das nossas praias faz-me arrepiar apenas de pensar nelas. Por isso, aqui ficam praias que estão no meu top, mais não seja pelo 30º da água! E pelas cores. E porque são aqui tão perto. E porque são as mais recentes. E porque sim,
Há que colocar os pés na terra e voltar ao ram-ram da vida. Que é como quem diz, voltar ao trabalho. Para não perder muito tempo no quarto de vestir antes de ir para o trabalho, aqui fica a inspiração para esta semana:
Mirabilia Romae de Valentino agora em livro. São 400 páginas de tradição e modernidade, pagão e barroco, arquitetura e moda romana que eu amava ter em casa. A partir de Setembro por 230€ nas livrarias e lojas Valentino.
O destino das férias era aquele ao qual não fomos. Mais ou menos.
O objetivo era fazer praia. E isso fizemos. O destino era e foram as baleares. As chamadas caraíbas do mediterrâneo. A missão era chegar a Formentera vivos. E nem mortos lá fomos.
O ponto de partida seria e foi Maiorca. O primeiro dia, estava destinado para o check-in, abastecer o veleiro e conhecer uma praia próxima de Palma. Depois tínhamos como objetivo fazer a viagem durante a noite até á segunda maior ilha, Ibiza. Na qual iríamos permanecer um dia e de lá partiríamos para Formentera, que fica a uma ou duas horas de viagem de Ibiza. Ficaríamos em Formentera 2 dias e durante a noite seguinte regressaríamos a Maiorca. Em Maiorca visitaríamos algumas praias que diziam ser obrigatórias e assim faríamos a viagem a qual chamamos de aventura marítima.
Tínhamos esse plano e o sonho. E as coisas assim se compuseram. No primeiro dia conhecemos de facto uma praia próxima de Palma. E de facto avançamos nessa noite rumo a Ibiza. Mas a aventura é assim mesmo, não sabemos com o que podemos e devemos contar. Ao longo da viagem, quente por sinal, cantamos, dançamos, comemos, conversamos, rimos e quase adormeci.
Tudo corria como planeado, quando decidi ir dormir. Afinal de contas já passavam das 2:00 e eu sou para o fraquinha. Antes de descer aos aposentos, respirei fundo, apreciei a noite quente, o mar calmo e paz que se consegue em alto mar. Sem antes claro avistar ao longe aquilo a que chamei, fogo de artificio. O Wolf, nada de contrário me disse.
Quando acordei, na manhã seguinte, descobri que estava em Maiorca, no lado mais Este da Ilha, em Sant Elm. Pensei que era brincadeira que a praia que via era uma qualquer em Ibiza. Mas não, era de facto Sant Elm.
Nada mau está claro, mas tentei perceber o porquê. Ao que me explicaram que o fogo de artificio da noite anterior, afinal eram relâmpagos, e que segundo alertas emitidos pelo controlo marítimo, estivemos na boca de uma tempestade com três frentes. Um fenómeno cada vez mais frequente no mediterrâneo. Uma tempestade que se desloca a uma velocidade média de 15 nós (coisa pouca quando comparada com a velocidade máxima que o nosso veleiro está apto para atingir, 8 nós). Valeu-nos então a serenidade e experiência do melhor dos melhores capitães. E assim sobrevivemos a uma tempestade.
Poderíamos ter adiado a viagem para Ibiza 1 dia, mas depois de conhecer esta praia, decidimos seguir os conselhos do skipper e exploramos as praias e ilhas de Maiorca. Demos a volta a ilha e descobrimos o que muitos já nos diziam, de facto trata-se das Caraíbas do mediterrâneo.
Desde o Este até o Oeste da ilha, foi tudo passado a pente fino. Escolhíamos a praia mais paradisíaca e que tivesse menos ocupação (vantagens só para quem se desloca de barco). Cala Santanyi, Santa Ponça, S' Arenal, Cala Mondragó, Cala Dór, Trencada, Parque Natural de Cabrera, etc, etc, etc.
As cores são simplesmente deslumbrantes. O calor irritava até mesmo para alguém que como eu, ama o calor.
Algumas caixas de arrumação (nunca são muitas) Estas já com divisões na Zara Home. Cruzetas brancas, porque sendo o meu quarto de vestir sem portas, as cruzetas têm de ser todas iguais. E eu que já tenho mais de 400 brancas descobri que me faltam outras tanta :s (estas são da Zara Home), mas por metade do preço consigo o dobro de cruzetas no Ikea.
O banco e o tapete são da All modern +. Ligeiramente menos acessível mas giros que fartam.
Quando decidimos arriscar nas férias, sabíamos que iríamos precisar de companhia. Apesar de os 4 teremos tido uma espécie de curso de vela, e apesar de os outros dois terem carta de capitão, arriscar numa aventura sozinhos sem qualquer experiência estava fora de questão.
Pedimos ajuda a empresa de aluguer de veleiros, contactamos mais outras tantas e foi-nos proposto o Wolf. Depois de umas trocas de emails, depois de algumas conversas, decidimos arriscar e convida-lo para uma semana à bordo do arrebatao.
O Wolf é o melhor dos alemães que já conheci.
Já conta com mais de 50 anos e uma experiência de vida que encheria cinemas. Um dia após um acordo de sucesso, ele e os colegas decidem comemorar numa qualquer marina deste mundo e ao ver à venda um veleiro, investiram e aí nasceu a paixão por este mundo. Mais tarde vendeu a empresa de sucesso e com os dividendos, pegou em tudo e durante 2 anos deu a volta ao mundo. Passou por muito inclusive tsunamis. E sem saber como, sobreviveu. Depois de tudo deixou a Alemanha, mais propriamente a encantadora cidade de Munique e instalou-se muito bem em Maiorca, porque praia é a vida dele. Têm família, um filho garanhão e têm atualmente uma empresa de software. Em part-time dedica-se à paixão da vela. E faz serviços de skipper.
Sempre discreto, passou os dias como se não estivesse presente. Pouco falava, apesar de dominar alemão, inglês, espanhol e até mesmo o português. Pouco comia e ainda assim elogiou por várias vezes os petiscos que fizemos a bordo. E como bom alemão que o é bebia (pouco) mas bebia cerveja. Contudo, confessou-nos ser verdadeiramente amante de vinho verde.
Seguro e simpático. Conhecedor do mar e transmite segurança e confiança. Ao contrário do que dizem, os alemães riem e muito.
Foi a ajuda que fez destas férias, uma excelente experiência. E por ele, repetiremos certamente, preferencialmente com ele ao comando.
... dizem eles. A Lemon Jelly é a marca recente que segundo os criadores surgiu de um brainstorming entre os colaboradores de um grupo que já era lider mundial na produção de solas e no sector do calçado.
Chamaram o renomado fotógrafo Frederico Martins e de Paris trouxeram os diretores criativos da revista masculina DSection para a campanha de inverno. Aqui ficam parte do resultado:
Este ano foram umas férias diferentes. Muito diferentes e já desejadas à muitos muitos anos, basicamente desde que vi* pela primeira vez a minha música de verão, sensivelmente em 2010.
* Vi o videoclip.
Juntamos-nos a uns a amigos, alugamos um veleiro. Um bocadinho maior do que o do vídeo. Alugamos o Arrebatao, assim se chama. Têm 3 quartos, duas casas de banho uma sala de estar, uma míni cozinha e um espaço exterior agradável.
Principal vantagem, acordar onde bem se entende. Mais ou menos claro. Existem as marinas que nos permitiram carregar baterias e os depósitos de água. E existem algumas zonas da costa onde é possível atracar e pernoitar, isto claro quando o tempo ajuda. A decoração é marítima, pois está claro e o nosso veleiro era assim:
A mesa usada para as refeições, para as jogatinas de carta, para escrevermos no diário de bordo, para conversar, para discutir trajectos e planos e simplesmente para estarmos dia e noite cobertos por um céu que em muitos momentos se mostrou estrelado (cadentemente, pois foram muitas as estrelas cadentes que vimos passar).
As janelas, mostraram sempre cenários diferentes.
Os terraços do barco foram aproveitados desde o nascer até ao pôr-do-sol para estender a toalha sem atropelamentos no areal, sem criancinhas a correr e a gritar por entre elas.
E os vizinhos foram quase sempre diferentes todas as noites. Algumas, não chegamos se quer a ter vizinhos.
Fomos preparadíssimos para o se não deste hotel. As náuseas e os enjoos, levamos pulseiras, comprimidos e mais-não-sei-o-quê. E mesmo a pessoa mais "enjoadinha", passou as férias sem enjoar. Apesar de alguns balanços mais acentuados. Mas que só ocorreram, porque decidimos partir à aventura.